sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Blogs também podem ser citados no currículo Lattes!


Sim, os blogs estão ganhando espaço e reconhecimento no campo de pesquisa científica. E o reconhecimento é mais do que merecido. Conforme com as estatísticas do Technorati existem algo entre 150 e 200 milhões de Blogs no mundo todo? No entanto, menos de 5% desses blogs estão realmente ativos, mesmo assim é um número incrível. Já o World Wide Web Size estima diariamente a quantidade de sites produzidos, temos algo em torno de mais de 8 bilhões de páginas. São oito bilhões de pontinhos espalhados pela web e que tratam dos mais variados assuntos.

Mas quando se trata de referência para trabalhos científicos a questão é a credibilidade. Aos poucos os sites e blogs começaram a tornarem-se úteis para pesquisas e estudos, e foi ficando impossível ignorar esse fato. É tão comum ouvir dos professores nas escolas e nas universidades, ao realizarmos pesquisas, que para cada site ou blog pesquisado (mais sites que blogs) precisava ter um livro nas referências. Então estava determinado que o conteúdo dos livros são sagrados, sacramentados e se estiver em um livro então tudo bem. Mas se estiver em um site... A coisa muda. 

Bem, o cenário da WEB 2.0 mudou essa situação, pois os mesmos autores e pensadores dos livros “sagrados” também têm blogs. E mais, todos os dias surgem novos blogs de novos estudiosos em diversas áreas do conhecimento, e foi preciso repensar a forma de aceitação dessas fontes de informação nas referências científicas. 


Recentemente a Plataforma Lattes, que representa a experiência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na integração de bases de dados de Currículos, de Grupos de pesquisa e de Instituições em um único Sistema de Informações, passou a aceitar a inserção de produções em "Redes sociais, websites e blogs".

“O Currículo Lattes se tornou um padrão nacional no registro da vida pregressa e atual dos estudantes e pesquisadores do país, e é hoje adotado pela maioria das instituições de fomento, universidades e institutos de pesquisa do País. Por sua riqueza de informações e sua crescente confiabilidade e abrangência, se tornou elemento indispensável e compulsório à análise de mérito e competência dos pleitos de financiamentos na área de ciência e tecnologia”. (Fonte)
Afinal, como é que se mede ou se determina o grau de credibilidade em uma época com tanta produção disseminada na Web? Ficou mais difícil, e isso levanta uma questão que tem atingido não somente a área de pesquisa científica, mas também o campo das artes, como a fotografia, a literatura, etc. Lembremos que quando apenas existiam livros em papel, tínhamos os bons livros e os livros considerados ruins. E mais do que nunca o mercado editorial cresceu e os best-sellers também. Há sempre um público para cada produto. Mas quando tratamos de pesquisa científica não se pode contar com a opinião e o gosto pessoal, mas sim com parâmetros. Hum... interessante isso, não é? Parâmetros... Paradigmas...

Vamos relembrar o que disse o engenheiro e doutor pela USP e especialista em Administração pela FGV, Miguel Sacramento que considerou os estudos do físico argentino Ernesto Sábato sobre como as sociedades se estruturavam, movido pelo questionamento acerca da desaceleração do progresso na América Latina em 1968. A estrutura social baseou-se sempre em três elementos, como em uma pirâmide: Governo, Universidade e Indústria. 

O alinhamento desses elementos define o desenvolvimento da sociedade. A cada época um desses três elementos foi destacado, como por exemplo, até a década de 1990 esse elemento foi o governo. Com o surgimento do fenômeno globalização cada um dos elementos funciona separadamente, porém existem áreas centrais de funcionamento integrado. No século XXI o estado e a indústria cedem mais espaço para uma sociedade agora estabelecida “em rede”, sob uma velocidade crescente. Essa velocidade transforma a pirâmide uma Tríplice Hélice: sistemas produtivos, governo e universidade, e a sociedade ganha o destaque com a nova economia da Sociedade da Informação. Voltando à Tríplice Hélice, o importante é perceber que o fluxo do conhecimento mudou e a energia não surge mais do centro. O conhecimento não vem mais somente da academia para depois ser transferido ao meio socioeconômico. A função da academia mudou. 

O conhecimento hoje está pulverizado e se expande exponencialmente. Se antes as empresas detinham o conhecimento e o guardavam para si, hoje entenderam que a partir do compartilhamento é que se pode contribuir para o conhecimento coletivo e isso tem se intensificado a partir do uso da internet e da mudança no comportamento das pessoas que trabalham, produzem, consomem, aprendem e ensinam com maior autonomia. (Fonte

Bem, o InovarEduca, é claro, curtiu essa mudança no Lattes, e você?






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